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6 Crise o Flamengo faz em casa!

Crise o Flamengo faz em casa! (ou: Que falta faz um Caco Antibes!)

(Este post começou como um simples comentário no blog Urubuzada, do amigo Fábio Gil, mas se tornou tão extenso que resolvi movê-lo, em seus detalhes, para este blog; não seria justo nem correto fazer um post dentro de outro, numa área reservada para comentários... rsrs. Mas farei um post sem imagens, pois não tenho a intenção de dar mais holofote ainda a certos personagens centrais desta trama de novela mexicana.)

Estou abrindo uma exceção à minha "greve" de posts no meu próprio blog e comentários em blogs de amigos (na verdade, bloqueio mental mesmo, motivado pela PROFUNDA irritação que venho sentindo com os rumos do Flamengo ultimamente, com o Tromba e suas escalações, etc...) para me dar o direito de discorrer sobre este infeliz jovem senhor, que ora responde pelo Departamento de Futebol do Flamengo, e que aqui sempre chamei de MB2, O Boquirroto:

A língua é o chicote do rabo!!!

Esta frase, que aprendi com um estimado compadre, sintetiza a condição em que este imbecil vem, seguidamente, colocando o Flamengo. Sua incontida verborragia cada vez mais nos coloca em situações difíceis, em posição incômoda e defensiva. A seguir, enumerarei os pontos que creio reforçarem minha posição, com situações vividas no clube ao longo dos últimos 12 meses. Não estranhem o meu uso de siglas, abreviações ao me referir a determinados personagens, mas me recuso a escrever seus nomes por extenso.


Primeiro, o caso com a malsucedida renovação de contrato com Bruno Paulo, agora jogador do Palmeiras. Na ocasião, até por falta de maiores informações sobre o caso, quase todos ficamos do lado do dirigente, mas ainda assim o vazamento de certas informações internas à mídia causou estranheza; foi dito à época que ele próprio teria passado estas informações; ele não desmentiu; apenas estranhamos. O Flamengo acabou perdendo um jovem jogador promissor, por asneiras que começaram pela ganância de um escroque, KL, evoluíram de forma atabalhoada e terminaram na má condução do caso.

Depois, durante o penoso processo de renovação do contrato de Andrade como treinador, novas declarações públicas no mínimo infelizes e que geraram estresse e mal-estar desnecessários e, muito pior que isso, novamente detalhes internos ao clube e às partes, inclusive com valores da proposta e da pedida. Mais uma vez se apurou que a fonte do vazamento foi ninguém menos que este infeliz (que novamente não negou) e, quando o Tromba soube disso, mesmo sendo normalmente equilibrado, deu declarações amargas à mídia quando procurado. O preconceito existente dentro do clube foi, mais uma vez, lembrado. Um processo de fofoca explícita, em que o único "beneficiado" - pela exposição, holofotes - foi MB2. A relação entre os dois é estremecida até hoje e colocou Andrade na defensiva e acuado.

Não contente, pois a mídia o havia esquecido um pouco, eis que surge o episódio Chatuba e esta verdadeira fera das declarações infelizes abre à mídia e ao público em geral a temporada de caçada aos privilegiados, com a "informação" que, no Flamengo, só Adriano e Vagner Love tem privilégios e podem faltar, se atrasar e que tais, pois "abriram mão de muito dinheiro para jogar no clube"; que exemplo de gerenciamento de equipe! Morram de inveja gestores, está refundada a administração!! Perguntado sobre o assunto ontem, Zico foi curto, embora diplomático: "Privilégio é no final do mês, no salário. Obrigação todos tem que cumprir." (embora tenha colocado entre aspas, a 2ª parte da citação é de memória, podendo variar um pouco em relação às palavras exatas).

Segue-se então a celeuma com o episódio Petkovic, no intervalo do Fla-Flu, quando Pet teria saído do estádio sem aguardar o sorteio pro antidoping, após uma discussão; sem entrar no mérito do fato em si, chamou atenção a velocidade com que o fato, com inúmeros detalhes, chegou à mídia; mais uma vez apurou-se que MB2, ele próprio, se encarregou de suprir estes detalhes de um episódio que, outrossim, passaria despercebido, e evitaria toda a pseudocrise que se sucedeu. O jogador levou punição "exemplar" (tenho que segurar o riso aqui, pois o assunto é sério... rsrs) e continuou à disposição da comissão técnica, para desespero d'O Boquirroto!!

Na sequência, quando procurado pela mídia em seu escritório, Pet foi até equilibrado demais, ante o processo de fritura, dando sim, algumas alfinetadas, mas não dizendo nada que pudesse ser usado contra ele - como atestado por Patrícia Amorim (atuando de bombeira) e, muito à contra gosto, por MB2. O que faz O Boquirroto? Vai ao encontro da mídia, nos estúdios do Lance, para dar provas explícitas de sua incapacidade e incontinência verbal, numa entrevista claramente escada com frases do quilate de:

"Meu relacionamento é de respeito. Sempre vou respeitá-lo como atleta, pelo que representa ou acha que representa para o clube. Ele também tem de me respeitar, pela função que ocupo, que é a de vice-presidente mais importante do clube, com todo respeito às outras. Ele não tem de respeitar o Marcos Braz. Tem de respeitar a mim ou a qualquer outro que esteja na função."

Empáfia, despeito e busca de autoafirmação explícitos, em vídeo (editado) e reportagem publicada! Quem esta anta pensa que é e representa para o Flamengo? Ocupa um cargo de real importância, mas demonstra total despreparo, ao buscar se afirmar publicamente. Qualquer pessoa que ocupe um cargo de comando sabe que declarações deste tipo carregam a assinatura da incompetência! Viram motivo de chacota pelos corredores. A renovação virou uma queda de braço onde o maior prejudicado é o próprio Flamengo!

Corta! Voltemos ao Chatubagate: algo que à época foi dito sobre os problemas do Adriano por este brilhante senhor foi motivo tanto de piada, risos, quanto de estranhamento. Dizendo que os problemas se relacionavam com bebidas (outra exposição desnecessária de detalhes pessoais), e não drogas, MB2, O Boquirroto de lambuja demonstra sua superior sabedoria e mesmo esperteza ao dizer que, caso fosse envolvimento com drogas, bastaria arranjar uma contusãozinha e afastá-lo pelo tempo necessário para a desintoxicação:

"Não tem droga no meio. Se tivesse qualquer risco de aparecer algo no antidoping, eu diria pra vocês que o Adriano sentiu uma dorzinha e ele ficaria fora o tempo necessário"

Pronto!! Estava plantada a bomba-relógio que, mais cedo ou mais tarde, obviamente explodiria em nosso colo. Aí, surge uma misteriosa lombalgia, Adriano não joga pela Libertadores, não enfrenta nem o Vice Eterno pelo Carioca nem viaja para o Chile para o próximo compromisso Continental. Bravo! senhor vice-presidente mais importante do clube (sic), Vossa Senhoria deu a faca e o queijo para mais especulações, vendas de jornais, page views e sucesso da rádio-peão; quanta inteligência, quanta sabedoria...

Quem precisa dos escroques da mídia marrom para provocar mais uma crise? Crise o Flamengo faz em casa! Precisamos urgentemente contratar o Caco Antibes, para que a cada nova declaração inoportuna e infeliz desta anta que, como a Magda adora aparecer, grite a plenos pulmões: cala a boca MB2!!!

É isto!

SRN

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6 A inexistente crise no Flamengo causada pela entrevista de Dejan Petković (Дејан Петковић, ou Pet, para nosotros).

(Este texto é adaptado do meu comentário postado no blog Saudações Rubro-Negras, no post do amigo Luís Eduardo intitulado Reflexões Rubro-Negras...).

Demorei a me manifestar sobre o grande oba-oba criado em torno da entrevista, pois quis ruminar mais um bocado, como sempre faço ante situações que podem se demonstrar graves. Não falo nem do oba-oba da mídia, sempre e cada vez mais sedenta por crises que possam alavancar vendas ou, no caso (o que dá no mesmo), gerar mais page views; o que me causa espanto e incredulidade é a reação, extremada em alguns casos, por parte de torcedores e até blogueiros de peso ante o nada que é a “bombástica” (sic) entrevista dada por Pet ao LanceNet.


Depois de ler cada post, cada comentário, cada tweet (e foram vários, de todos os tipos, procedências e gradações), e só então ver e rever o vídeo desta bendita entrevista, resolvi enfim emitir minha opinião, dar o meu pitaco. Não tiremos conclusões precipitadas sobre seu destino; como disse ao amigo Fábio Gil (@Urubuzada), “It ain't over 'til the fat lady sings”, para usar uma expressão da língua Inglesa que tão bem expressa isto. É claro que é apenas a minha opinião e ninguém é obrigado a concordar com ela, podemos e devemos discuti-la, mas o que escrevo a seguir é a expressão do meu pensamento e sentimento sobre o causo.

Já devia a mim mesmo escrever sobre Pet e a pseudocrise há algum tempo, o que pode ser percebido nos posts anteriores, mas desta vez foi demais, não deu mais pra segurar! Tenho já um texto semipronto, exaltando o Santos e seu futebol de encher os olhos, e um outro em gestação adiantada, uma vuvuzelada a mais no Tromba (e mais forte, em tom sério desta vez), mas eles terão que esperar.


Gostaria até de estar escrevendo algo relativo ao jogo com o Mequinha, mas vou passar por cima da brilhante atuação do nosso Léo Moura – Seleção (mais uma vez, para calar os detratores todos), da dedicação cativante e falta de pontaria irritante do guerreiro Vagner Love (artilheiro, ainda assim…), da momentânea falta de luz do nosso “poste” Adriano (para participar mais e para vibrar com o grupo e a torcida), que mesmo assim vai fazendo seus golzinhos jogo sim, jogo também, e nem mesmo vou perguntar quando o Kleberson irá finalmente comparecer novamente (um morto-vivo em campo com posição de titular garantida). Pra não falar do Monstro Maldonado e seu habitual show, quase invisível de tão sóbrio e discreto...

Vou apenas começar dizendo: mas que bela entrevista, que demonstração contundente de profissionalismo, inteligência, controle emocional, de como domar quem tenta te usar pra extrair futricas (a mídia, quem mais?), todos estes atributos que desde sempre admirei no Gênio Petkovic!!


Ele não disse absolutamente nada que pudesse criar toda esta celeuma que vi e ouvi durante todo o domingo e após, e tudo o que disse é a mais absoluta verdade. Pra dizer a verdade, a única coisa que me irritou, e profundamente, nesta entrevista, foi o fato de nos privarem de conhecer o teor das perguntas! Por que omiti-las? Para não vermos/ouvirmos as tentativas de indução? Para dar a impressão de que falou algo sem ser perguntado, sem ser provocado?

Uma entrevista que se propõe séria, para ser vista como algo grave ou de grande repercussão, só pode ser levada a sério sem edições que omitam informação relevante ao contexto! Senão, pode – e irá - parecer manipulação! E ainda tem gente que engole sem mastigar, e depois fica se perguntando porque a mídia é tão “perversa”... é por culpa de gente como você, ó infeliz, que mal tomou conhecimento do “fato”, e já parte para um veredito! Ô, tem alguém em casa?? (pergunto, enquanto bato em tua cabeça...)


Um cara inteligente como ele sabe muito bem que isto pode acontecer, logo manteve o controle das respostas dadas – e respostas brilhantes, dignas de um “ser” inteligente, iluminado, e não apenas um boleiro, como tantos que conhecemos e dos quais a resposta à pergunta, qualquer pergunta, já é conhecida de antemão.

Tudo que ele disse corresponde à realidade, tanto é assim que nem MB2, O Boquirroto, nem Patrícia Amorim, a presidenta low-profile, puderam fazer nenhuma escalada sobre isto; não que eu esperasse que ela fosse tentar fazê-lo, mas quanto ao MB2, melhor deixar pra lá, né? Não vale a pena…


Até quando perguntado sobre o Vice e, provocado a dar nomes, confirmou referir-se àquela figura nefasta (tinha citado só o papel até então), o fez com correção, dentro do contexto que mencionava, o de autoridade e responsabilização! E foi só, sem espaço para as ilações que vi neguinho, branquinho e diversos Rubro-Negros “sangue bom” fazerem. Ele não o exaltou nem o enalteceu!

E ele não se comparou ao Zico, como alguns apressadamente escreveram, ele disse que o comparam, e que ele se sente orgulhoso disto, por saber o quanto Zico representa – e eu compartilho deste orgulho!! Parece que as pessoas acabam vendo e ouvindo o que têm nas suas cabeças, e não o que se pode ver e ouvir; Freud explica...


Este camarada é um grande ídolo nosso (vejam seu histórico na Flapédia) e tem que ser respeitado, não só por ser ídolo e ter nos dados títulos importantes e esperança, mas também pelo caráter e profissionalismo! Já engoliu muito mais sapos do que qualquer um de nós engoliria quero crer e, ainda assim, em nenhum momento deixou de cumprir suas obrigações profissionais.

É um exemplo raro de profissional que, trabalhando em outro país – não podemos desconsiderar ou minimizar este fato! - mantém íntegras suas características de caráter e retidão de comportamento, e o fato de não ser um camaleão parece incomodar a muitos, mas não a mim. E não posso me dar ao luxo de dar ouvidos a rumores, isto é baixar demais o nível da discussão e, como não sou “jornalista”, me reservo o direito de não fazê-lo.


E eu particularmente o admiro ainda mais por ter consciência das coisas e não se omitir de manifestar uma opinião forte, porém embasada na realidade, sem “medinho” de bater de frente com escalões superiores quando estes estão errados! Se eu sou assim e gosto de sê-lo, porque o criticaria? Sou coerente, assim como ele o é! Não confundam isto com mágoa ou revolta; é totalmente diferente, ele não disparou a metralhadora giratória; antes, agiu como um sniper, com poucos tiros e precisão.

O admiro também por ter uma paciência de Ló, coisa que eu e muitos dos que o criticam não temos, pois ainda assim se mantém profissional, cumpridor de suas obrigações, como ele mesmo declara na entrevista. Não amigos, não é marra, como tantos gostam de dizer, é a consciência de sua capacidade e valor, sem se rebaixar ou se desmerecer só para agradar!


Mas, não tirem conclusões pelo que aqui escrevi, nem pela transcrição do vídeo, que omite nuances fundamentais; vejam o vídeo por vocês mesmos (não achei como embuti-lo, então seguem os links para 2 páginas onde pode ser visto):


Sem mais, Meritíssimo!!!

É isto!

SRN

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10 Ôooo, Messi é melhor que o...

Hoje, ao invés de escrever sobre o treino de ontem no Vazião, que até apresentou de bom alguns aspectos, tais como o retorno de Maldonado ao seu posto de direito, a possível efetivação de Pet, o reencontro de Vagner Love – a duras penas, a bem da verdade - com o gol, Adriano singelamente continuando a responder da melhor maneira possível a seus detratores e Kleberson irritando-me um pouco menos, resolvi discorrer um pouco sobre um assunto que vem dominando parte da mídia, seja ela nacional ou internacional: Lionel Messi.


Já existe todo um frenesi em torno deste brilhante jovem Arghentino (rsrs), especula-se se já seria o maior do mundo de todos os tempos, se seria melhor que Pelé, que Maradona, e outras baboseiras de mesmo quilate.

Primeiramente alguns esclarecimentos: Pelé e, principalmente Garrincha, só pude ver (e não ao vivo) já em final de atividade, são de outra época, na verdade um outro tipo de futebol, e têm que ser reverenciados mas não podemos ceder à tentação de usá-los como termo de comparação; não houve ninguém melhor à época, e a época já passou há muito tempo, deixemos pois estes ídolos em paz!


Maradona foi craque mas, para mim não está no mesmo patamar de Zico, por exemplo; ganhou uma Copa, então palmas para ele que, de fato, arrebentou em campo mas, para mim, a Copa é apenas um ingrediente e não o que define que sabor tem o bolo. Seria a cereja, e não o bolo, serve para acrescentar, e não para definir. Um ídolo tem que, necessariamente, ser muito mais que um craque, e Maradona para mim nunca foi ídolo.

Messi vem realmente demonstrando que pode sim vir a se tornar mais um craque imortal, mais um ídolo no Panteão de Monstros Sagrados do Futebol. Vejo mais problema na pressa que a mídia tem em criar e destruir mitos do que na expectativa que justificadamente se cria em torno dele! Basta lembrarmos que durante toda a sua carreira Zico primeiro foi alardeado como, e depois cobrado para ser, o sucessor de Pelé! (que aliás se encarregou de secá-lo o quanto pode...) E aí, como não ganhou uma Copa, há quem fale mal dele por aí até hoje, até para se promover às suas custas...


Como já tenho uma boa "rodagem" de acompanhar futebol e, apesar de amar meu clube e seus grandes ídolos, amo igualmente o bom futebol jogado por "entidades extraclasse" - que, vez por outra, coabitam nossos campos com ídolos fabricados e descartáveis – e julgo saber diferenciar quem realmente demonstra potencial (no caso dele já é bem mais que isto!) de quem apenas aparece em lampejos de genialidade para depois mergulhar novamente no semi-anonimato.

Mais que isto, estou na torcida para que ele realmente continue evoluindo e desenvolvendo cada vez mais seu enorme potencial, pois que ele tem mais uma característica que o aproxima dos gigantes: não precisa da mídia para que seja exaltado: o que faz dentro das quatro linhas é o bastante para que seu exuberante futebol seja visto, reconhecido e apreciado.


Nos tempos de hoje, é cada vez mais raro poder observar isto acontecendo, com tantos assessores de imprensa e outros "profissionais" especialmente contratados para levantar a bola, direcionar os holofotes e filtrar na mídia o que não interessa ser divulgado... sei que isto nem é tão novo assim, já vimos isto acontecer descaradamente com um certo “Rei de Roma”, cuja “assessoria” tinha funções um tanto quanto particulares e, bem... diria peculiares - para ficar num inocente eufemismo - ou num ídolo gigante da Fórmula 1, com assessoria para finalidade semelhante e tão peculiar quanto...

Aliás, este menino, com sua maneira de conduzir a bola, suas arrancadas fulminantes e sua visão de jogo, me lembra muito – e não só fisicamente - um outro que acompanhei desde o começo, que também foi meio franzino, era compenetrado e dedicado, tinha uma vontade de ferro, uma habilidade ímpar com a bola e que, ao desenvolver-se, revelou-se um líder nato e o maior maestro que meu time já teve, dentro e fora de campo, e que a Copa não pode homenagear... ah, azar da Copa!!


A diferença, por enquanto, é que enquanto Zico tornou-se o maior jogador de futebol, ídolo e referência que vi em toda a minha vida, Messi ainda é apenas uma promessa para este patamar; mas que promete, promete...

Por último, devo confessar que Messi lembra Zico um pouco demais pro meu gosto (e azar da nossa seleção)... rsrs


Dá-lhe Messi!!

É isto!

SRN

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3 Ô Adriano, cê tá me ouvindo?

O assunto mais “quente” do momento, principalmente para (mal)dita mídia esportiva, na sua parte marrom, é o “barraco” entre Adriano e sua ex-atual-ex-noiva na favela da Chatuba, Complexo do Alemão, na madrugada da véspera do jogo entre Flamengo e Resende. Não pretendo comentar a vida particular dele, suas preferências, suas amizades nem seus vícios, pois eles são exatamente isto: particulares. Mesmo o fato de não poder servir de modelo para os mais jovens, embora possa ser lamentado, não faz parte do contrato. Ou faz? Todos conhecem as origens do jogador, e ele é apenas mais um produto do meio em que nasceu e cresceu, nada mais natural que aprecie e desfrute de seu meio; julgar isto é hipocrisia e arrogância, e não sou dado a isto.

Como sempre, não me proponho a fazer nenhuma análise aprofundada sobre o tema – não sou profissional capacitado para isto – e nem me arrogar o papel de dono da verdade ou possuidor da solução milagrosa para o problema; quero sim expor o que penso sobre o assunto, minhas reflexões, a minha visão particular sobre o caso. Infelizmente não dá para fazer um texto curto sobre este assunto, pois me interessa explorar vários aspectos. Quem estiver curioso em conhecer o que penso, vem comigo! rsrs


Me interessa discutir o jogador Adriano, sua importância para o Flamengo, sua influência sobre o grupo de jogadores que com ele convivem e o quanto o que ele faz no extracampo afeta seu desempenho em campo. O resto deixo para as candinhas, que parecem ser pagas para isto, ao invés de informar, reportar...

Não quero perder tempo levantando o histórico de sua chegada ao Flamengo, após abandonar o futebol na Itália, embora isto explique muito do que ora ocorre; este assunto já foi bastante veiculado na mídia escrita, de rádio, televisiva e de Internet, mas ele explica porque ele se encontra hoje jogando no Brasil e, em parte, o tal contrato com privilégios – que abomino e condeno! – assinado entre seu representante e o clube.

Por que condeno o tal contrato sem nem mesmo conhecer o seu teor exato (que, alias, parece que ninguém conhece)? Para ficar no popular, pela regra da cabecinha! rsrs uma vez que ela passa... bem, vocês já entenderam, não é mesmo?


Falando seriamente, uma vez que se concede a alguém regalias que vão contra a prática usual e necessária para o exercício de uma dada atividade, qualquer atividade, fica difícil controlar seu uso, coibir seu abuso e mesmo a extrapolação destas para outras, ainda mais prejudiciais. Vejam que não critico quaisquer regalias em geral, apenas as esdrúxulas.

Não adianta: o ser humano é assim, sempre irá explorar as fronteiras, seus limites, e tentará ultrapassá-los. Foi assim que evoluímos como espécie, está no nosso DNA (para não falar na famigerada “lei de Gérson”... me perdoe, querido canhota rsrs). Que dirá um jogador de futebol, que é preparado apenas para isto mesmo: jogar futebol. Apenas e tão somente isto. Nem todos são possuidores da formação (de berço), caráter e cabeça de um Zico, todos devemos ter em mente. E não é uma crítica a quem não os tem, apenas uma constatação...


Não considero Adriano um craque - meu critério é extremamente rígido quanto às características necessárias para que um jogador seja considerado craque – mas é um jogador extremamente diferenciado, com muitas qualidades únicas que fazem com que se destaque e decida partidas e mais partidas. Mas para isto ele precisa estar fisicamente apto, além de mentalmente sadio, focado; caso contrário transforma-se no mais caro poste de luz de que se tem notícia! Isto sobrecarrega seus companheiros em campo, para não falar do impacto psicológico no resto do elenco que, ainda assim, sabe que a chance de ganhar sua vaga é próxima de zero! (sem justificá-los, pois são sofríveis mesmo, mas Denis Marques e Gil que o digam...)

Tenham uma certeza: privilégios dos outros só não te incomodam enquanto deles você se beneficia, mesmo que indiretamente, ou enquanto eles não te prejudicam! Fora disto, você começa a chiar, no começo bem baixinho para, na crise, dizer: eu não disse? Aquilo não poderia dar certo mesmo!! He he he, é duro, mas é a realidade, somos assim mesmo; há os que admitem, há os que mentem até para si mesmos...


A realidade é que, desde o episódio da queimadura – que me recuso a especular, mas que foi bastante estranho – às vésperas dos jogos finais do BR-09, Adriano não vem bem, se desconectou, nota-se em campo seu semblante fechado e seu rendimento muito abaixo do que pode. Este ano então, parece até que não fez a pré-temporada pois se encontra bastante fora de forma e ainda não fez sequer uma partida que possa ser elogiada, dentro do nível de expectativa que o cerca sempre. Até fez alguns gols mas isto não pode esconder sua falta de aplicação.

E aí entra o extracampo afetando o campo: é notório que está passando por problemas pessoais, e que estes problemas o estão tragando para o sumidouro da depressão e da bebida que já enfrentou antes e que são, sabemos, incuráveis. Resta tratar e controlar, para que possa voltar normalmente às atividades e, usando suas próprias palavras, voltar a ser feliz! Mas é preciso ter vontade e determinação, que parecem faltar, na medida necessária, neste momento.


A diretoria, que tanto critico pela excessiva vontade de aparecer na mídia (e o boquirroto do MB2 já foi novamente para a frente dos holofotes das câmeras de TV, para expor o problema com bebidas do atleta – um detalhamento desnecessário, menos para este senhor), desta vez agiu corretamente ao afastá-lo temporariamente do grupo, dando-lhe um tempo para reorganizar sua vida pessoal e sua cabeça. Não tenham dúvidas de que seria muito pior forçá-lo a permanecer com o grupo naqueles primeiros momentos; a família e os amigos são o melhor apoio que ele pode encontrar, fora dos meios profissionais a que ele, sem dúvida alguma, precisa recorrer logo. Num segundo momento, o ambiente de trabalho pode sim se mostrar benéfico, o que já veremos a partir de hoje. Mas tudo dependerá de como ele estiver se sentindo, do seu grau de comprometimento consigo mesmo, com sua vida, e com o Flamengo.

De fato, sua carreira pode encontrar-se realmente ameaçada, não só no Flamengo e na Seleção neste momento, mas para o resto de sua vida, caso ele sucumba à depressão e à bebida. Cabe pois, aos que o cercam, apoiá-lo criticamente neste momento, sem passar a mão na cabeça, mas com a compreensão de que não é simples nem fácil superar estes obstáculos que, infelizmente, a vida lhe apresentou. Ao Flamengo cabe seriedade e postura, apoiá-lo profissional e humanamente, e rever urgentemente seus valores e suas políticas de privilégios. Quanto a nosotros, da Magnética, cabe-nos torcer por uma resolução rápida e da melhor forma possível e, principalmente, não cornetar, pois o caso é sério e ele, voltando, precisará do nosso incentivo e também da nossa cobrança, desde que racional. A mídia? Ah, a mídia... a mídia tem mais é que se... rsrs


Boa sorte, Adriano! Que você se recupere e volte logo, para desespero da Torcida Arco-Íris de todo o Brasil, e a agonia dos zagueiros adversários na Copa 2010.

É isto!

SRN

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3 E a Montanha Pariu um Rato!

Tinha planejado escrever dois posts em sequência, um sobre Pet e outro sobre Adriano, mas como demorei mais que o esperado para isto, vou postar primeiro algo sobre o jogo de ontem em Volta Redonda contra o Resende. Não é bem uma resenha sobre a partida, visto que muitos já o fazem, mas a expressão da minha opinião sobre o momento do Flamengo durante e após este jogo.

A vitória de ontem, assim como a chuva que parece que assolou todo o Estado do Rio, lavou a alma Rubro-Negra! Não pelo placar, elástico, nem pelo adversário – frágil, é claro! - mas porque evitou que a mídia marrom, que é esmagadora maioria, mormente nestes tempos de internet, amplificasse ainda mais o "affair" Adriano x "a noiva barraqueira do momento". Imaginem o que seriam as manchetes de “crise na Gávea”, caso o resultado fosse adverso ou mesmo não convincente. Os abutres e as candinhas todos aguardavam apenas isto para deflagrar o início da 3ª Grande Guerra! Ao invés disto, tivemos singelas manchetes, como a do GloboEsporte.com: Fla vence sem Adriano e sem crise: 4 a 0 (manchete da 1ª página do site). É quase como se pedissem desculpas por não poderem oferecer mais! Que delícia... rsrs


Não, o que realmente lavou a alma foi ver o time unido e aguerrido em campo e, principalmente, a amostra-grátis do que pode ser o nosso futebol com o meio-campo do Flamengo contando com Pet e Pacheco jogando juntos!! Diz-se que não existe melhor defesa que o ataque, e isto é verdade, principalmente um ataque bem organizado e bem municiado - coisa que só o talento é capaz de proporcionar.

Podemos e devemos até dar um desconto pela chuva intensa que tornou o gramado bastante pesado, impróprio mesmo para a prática do bom futebol, mas depois de um primeiro tempo sem imaginação e sem graça, com inúmeros erros de passe do meio de campo operário e sem muitos recursos, vimos a equipe subir de qualidade de produção com as entradas primeiro de Pet, sem que o Vinícius Pacheco tivesse que sair, depois de Rodrigo Alvim, sem que – ainda bem! - Juan fosse o substituído, e, por fim, de Ramon no lugar de Willians. É claro que o fato de ter um jogador a mais também ajudou e muito, mas é inegável a elevação de produtividade, o aumento do tempo de bola no ataque – com o consequente alívio do sistema defensivo – e o verdadeiro leque de opções que se abre com isso. É o verdadeiro terror para os adversários!


As notas tristes ficam por conta a) da situação pessoal por que passa o Adriano - sinto pena, pois depressão é flórida, mas não passo a mão na cabeça dele! - e b) da infeliz declaração dada por Andrade à Rádio Globo ao final do jogo, quando perguntado se o que se viu em campo ontem, com Pet e Pacheco jogando juntos e bem, o animava a mantê-los juntos no time... sua resposta foi um balde de água fria: só em jogos "fáceis"... o resto nem me importei de memorizar! Fico triste ao ver o Andrade se acovardando quanto à ousadia, que nem é tanta assim, de armar o time um pouco mais ofensivo, mais equilibrado, sem a fórmula “3 volantes e um roda presa”.

Esperemos que o Tromba possa refletir melhor e, vendo a repercussão do resultado junto à (mal)dita mídia especializada e, principalmente, junto à Magnética - que não para de gritar por Pet nem que a vaca tussa!! - se sinta encorajado a “ousar” mais.

Viu os gols? Não?? Então veja agora:
 

Mas que o pessoalzinho parco da mídia foi dormir frustrado, ah, isso foi... rsrsrs

É isto!

SRN

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